Conforme seguimos mais e mais empresas, percebemos o quanto elas deixam a desejar quando se relacionam nas mídias sociais. E não, nós não nos excluímos desta fatia.

Os termos “novas mídias”, “redes sociais” e seus derivados estão tão na moda, e para não perder a oportunidade, na crista da onda, que, enquanto uns criam sua conta apenas para estar presente, outros, tentam empurrar goela abaixo, informações inúteis ao usuário.

Então você pode dizer, “a internet é livre, vê o que quer, quem quer”, mas sabemos que não é bem assim, afinal quem está do outro lado representa uma corporação que muitas vezes está fabricando a papinha do seu filho, ou construindo seu próximo apartamento.

Uma matéria publicada no Imasters (veja na íntegra) retrata bem o que pensamos por aqui: “Mídias Sociais só fazem sentido quando o ponto de partida é esse: respeito pelo consumidor.” E respeito no sentido de compreendê-lo, de estar disposto a ouvir o que ele quer dizer, sem medo da vergonha pública e com coragem para reparar os erros cometidos.

Muitas vezes tais fatos são esquecidos e as mídias sociais tornam-se vitrines sociais, onde o usuário é alvo de repetidas tentativas de fixação de marca e venda de produtos. Mas será que este cenário é exclusivo dessas novas mídias? Achamos que não.

A passividade do usuário, do cliente, e para ser mais direto, do brasileiro, é histórica.

Não é de hoje que poucos reclamam seus direitos, e não será amanhã que veremos este quadro mudar. Tente protestar que sua compra veio com defeito para ver quanto tempo você terá que esperar…

Muito tempo. Mas por que isto acontece? Porque muitos de nós simplesmente está disposto a concordar e aceitar. A demora, o erro, a peça quebrada… O que vier, deixa ir.

Mas esta é a nossa chance. Agora somos livres para falar o que pensamos e o que queremos. Podemos fazer com que as grandes empresas nos vejam não apenas como números e gráficos oscilantes. Podemos fazer com que elas nos ouçam…

Então, vamos desistir de usar as redes sociais e simplesmente arquivar o que eles tem a dizer? NÃO. Vamos tentar fazer delas algo melhor, com mais proveito para todos que participam, não só para os que lucram.

Postado nas categorias: Tendências

Deixe o seu comentário

Please copy the string QD0eyD to the field below: